A produtividade na Manutenção: Por onde começar?

A produtividade na Manutenção: Por onde começar?

Sabemos que a todo momento surgem novas demandas que exigem o aumento de produtividade, em consequência disso, nos deparamos com pessoas que ficam esperando alguém dizer o que devem fazer para se tornarem mais produtivas e, em contrapartida, outras compreendem o cenário no qual estão inseridas e utilizam sua visão sistêmica para propor e implementar soluções efetivas.

Concordamos com a afirmação de Steve Jobs:

“Você não pode impor a produtividade, você deve fornecer as ferramentas para permitir que as pessoas se transformem no seu melhor. ”

Mas de fato, o que é ser PRODUTIVO?  Aqui, vamos destacar dois pontos importantíssimos para que sejamos mais produtivos:

  • SER EFICAZ: fazer corretamente com o mínimo de esforço e equilíbrio entre custo e benefício, utilizar de forma produtiva os recursos para a satisfação das necessidades dos clientes.
  • SER EFICIENTE: fazer o que deve ser feito para atingir objetivos, cumprir metas e realizar o que foi proposto com economia e uso adequado dos recursos organizacionais.

Na Manutenção, a produtividade refere-se à interação entre a eficácia no atendimento do serviço ao cliente e a eficiência na aplicação dos recursos. Nesse caso, a produtividade pode ser representada pela relação entre o resultado e o esforço dispendido para obtê-lo, assim, o aumento da produtividade considera que quanto melhor for o resultado menor será o esforço.

É fundamental as empresas entenderem que o desenvolvimento dos profissionais da manutenção reflete no aumento de sua produtividade, o resultado é a garantia da disponibilidade e performance dos equipamentos e instalações, consequentemente, melhoria da competitividade e sustentabilidade do negócio.

Então, um dos caminhos para aumentar a produtividade da manutenção é investir no aperfeiçoamento técnico e comportamental das pessoas envolvidas nesse processo. Porém, a missão não é tão simples assim, já que a equipe de manutenção é multidisciplinar, ou seja, os integrantes atuam em áreas de conhecimento distintas, entretanto, se completam para atendimento dos serviços.

Para focalizar a energia e recursos disponíveis, é importante:

Mapear os conhecimentos, habilidades e atitudes específicas de cada função

Comparar estas necessidades com as encontradas nos profissionais de manutenção

Analisar os gap’s e estruturar uma programação de capacitações

Neste processo, o indicado é iniciar com as necessidades latentes, desta forma, a aprendizagem transforma-se em resultado prático. Por exemplo, vamos supor que sua empresa está com alta taxa de falhas em um tipo específico de bomba, se focar em desenvolver os técnicos de manutenção para esse tipo de atividade, com certeza, os problemas irão reduzir.

Outro ponto principal é incentivar os membros da equipe de manutenção a compartilhar conhecimentos, isso pode ser feito através de seminários ou mini treinamentos teóricos e práticos, além do ganho com o aperfeiçoamento, trará maior união e engajamento. Também é essencial envolver os seus fornecedores, pois possuem saberes específicos e estarão prontos para auxiliar, muitas vezes sem custo.

Portanto, se quer aumentar a produtividade da manutenção, você já sabe por onde começar, invista tempo e recurso na capacitação dos profissionais. Se bem direcionado, este processo terá resultado tanto para o crescimento da empresa quanto para o desenvolvimento das pessoas.

 

Dicas GÊNESIS para o Gestor:

Lembre-se as atividades executadas pela manutenção são multidisciplinares, isso exige a capacitação de uma equipe multidisciplinar. Para isso, algumas dicas:

  1. Construir um propósito e, a partir disso, o objetivo e os resultados almejados;
  2. Entender o contexto no qual está inserido (estratégias, processos e pessoas);
  3. Potencializar o mindset de crescimento, cuja a máxima é “todo o problema é uma oportunidade de melhoria”.
  4. Reconhecer que as competências complementares são essenciais para a análise e a solução definitiva dos problemas, consequentemente para a garantia da disponibilidade, produtividade, qualidade e segurança.
  5. Definir a sistemática de trabalho da equipe: cronograma de reuniões e entrega de resultados; metodologia de identificação, análise e solução do problema;
  6. Propor as alternativas, analisa-las até chegar a um consenso;
  7. Desenvolver um plano de ação; implementar a solução; conferir o resultado; aprender com o processo e realizar os ajustes necessários;
  8. Determinar a continuidade e/ ou sugestão de melhorias;
  9. Avaliar os resultados obtidos na aplicação dos conhecimentos à resolução de problema ou melhoria e apreciar o impacto assertivo nesse processo.

 

Autores: Mara Rejane Fernandes e Moisés Fernandes Dias.