Gestão das Inteligências Internas da Manutenção

Gestão das Inteligências Internas da Manutenção

Logo que surge uma nova forma de pensar sobre os processos, as estratégias e a sistemática de atuação da Manutenção, a primeira coisa que se ouve é: “As pessoas NÃO estão preparadas para isso”.  E, sempre que o “NÃO” está envolvido, as possibilidades de aprendizagem e melhoria se tornam limitadas.

Talvez, a primeira ação seja COMPREENDER. E, compreender no caso, significa: Desenvolver um ponto de vista sobre certa coisa. ”  E, para desenvolver um ponto de vista sobre certa coisa é necessário a preparação, a atualização e assimilação de conhecimentos bem como o contraponto de opiniões sobre essa determinada coisa.

Parece óbvio, mas o que nos faz adotar um posicionamento mais coerente com nossa essência é entrar em contato com os mais diversos conhecimentos, comportamentos, opiniões e resultados. Isso faz com que as pessoas construam uma visão própria e completa a respeito desses processos, estratégias e sistemas, inclusive com relação ao desenvolvimento da gestão das inteligências da manutenção.

Howard Gardner (2005) afirma que as inteligências humanas se referem as representações mentais, ou seja, o ser humano concebe ou reflete a respeito de algo, atribuindo-lhe significado. Essas representações mentais possuem conteúdo (ideia, história, teoria, conceito, habilidade) e forma (apresentação do conteúdo – linguagem, sistema de símbolos, notações específicas).

Sua lista de inteligências múltiplas inclui as inteligências:

  • Lógico-Matemática -> desenvolver equações, encontrar padrões, fazer cálculos, resolver problemas, quantificar dados e analisar hipóteses.
  • Espacial –Visual –> interpretar e reconhecer formas, distâncias, inferir movimentos e posições mentalmente, perceber o mundo tridimensionalmente (altura, comprimento e largura).
  • Linguística –> capacidade de se comunicar, expressar ideias, improvisar e contar histórias por meio da língua, lidar criativamente com palavras e símbolos.
  • Musical –> produzir e compreender os diferentes tipos de sons, ritmos, tons e timbres.
  • Interpessoal –> reconhecer e entender os sentimentos, motivações e intenções de outras pessoas.
  • Intrapessoal –> conhecer a si mesmo, seus sentimentos e desejos bem como sua personalidade.
  • Existencial –> ter consciência de si no universo, de ver o todo e questionar-se sobre o sentido da vida.
  • Naturalista –> identificar, distinguir e compreender a relação entre os seres vivos e os fenômenos da natureza.
  • Corporal-cinestésica –> controlar e usar o próprio corpo para resolver problemas, expressar-se ou produzir conceitos, coordenar corpo e mente.

Agora surge a pergunta que não quer calar:

    • O que as inteligências múltiplas têm a ver com o contexto de Manutenção?

Tudo a ver! Gestores Líderes de Manutenção com inteligência emocional compreendem que uma inteligência não exclui a outra, por isso, a convocação de um time de manutenção dotado de múltiplas inteligências, além de garantir resultados excepcionais, são base para a eliminação de um dos maiores desperdícios de todos no processo de manutenção, o mau aproveitamento do potencial humano.

Portanto, as empresas capitaneadas pela Manutenção deveriam considerar a gestão das inteligências internas como um diferencial competitivo, pois as múltiplas inteligências que coabitam a Manutenção são essenciais para o aumento da disponibilidade dos ativos e equilíbrio entre desempenho, custo e risco.

Para isso, fica evidente a necessidade de “enxergar” que o profissional de manutenção além de ser humano é um ser integral (corpo, mente e energia vital). Assim, seu fazer é uma ação baseada em seu saber, ao entender isso, os Gestores de Manutenção promovem e investem no desenvolvimento e aperfeiçoamento destas inteligências que coordenadas e integradas entre si estarão aptas a construir a inteligência organizacional orientada para o resultado.

Isso, envolve aprender juntos que significa trabalhar no coletivo, socializando os conhecimentos.  E, socializar é trocar saberes, pois cada indivíduo aprende melhor trocando seus erros e acertos com os outros. Dessa forma, nos educamos porque apreendemos uns com os outros, utilizando princípios fundamentais como autonomia, responsabilidade, humildade e respeito com o saber do outro.

 

Dica Gênesis para o Gestor:

Numa relação ganha-ganha, se por um lado, os colaboradores empregam seus conhecimentos, habilidades e atitudes visando retorno financeiro, benefícios, segurança, satisfação pessoal e profissional. Por outro lado, é preciso compreender que as organizações são construídas, desenvolvem-se e entregam soluções a seus clientes por meio da colaboração das pessoas.

 

Autores:Mara Rejane Fernandes e Moisés Fernandes Dias

 

A Equipe Gênesis deseja um Feliz Natal com as pessoas que ama e

um Ano de 2022 repleto de Realizações, Muita Saúde e Energias Positivas.